terça-feira, 18 de junho de 2013

Língua Inglesa

As Palavras Mais Comuns da Língua Inglesa
©
Saiba mais sobre este livro e outras publicações do autor ao final da introdução.
Esta versão eletrônica pode ser encontrada em
http//www.idph.net/conteudos/ebooks
Em nosso aprendizado da língua inglesa, contamos com uma grande vantagem: os cognatos, que
representam de 20 a 25% de todas as palavras que aparecem em textos técnicos.
Mas é óbvio que apenas isto não é suficiente. E o restante das palavras? Como fazer? Temos então
a segunda boa notícia. As 250 palavras mais comuns da língua inglesa, respondem por
aproximadamente 60% de um texto. Como os cognatos não constam desta lista de palavras mais
comuns segue que, se conhecemos o significado das 250 palavras mais frequentes e dos
cognatos, conhecemos cerca de 80 a 85% de qualquer texto técnico. É claro que 80 ou 85% ainda
não chega a 100%. Como fazer com o restante das palavras? Mais uma vez, usamos nossa intuição
(lembra-se que nossa intuição está correta em 99,999% das vezes?).
Pensemos em nosso texto como um enigma a ser desvendado. Possuímos alguns elementos
familiares, as palavras que conhecemos, e outros que nos são desconhecidos. Devemos deduzir,
por meio de nossa intuição, de nossos conhecimentos anteriores, o que as palavras desconhecidas
podem significar. Não precisamos nos preocupar com todas as palavras, apenas com aquelas que
desempenhem um papel importante no texto. Quais são elas? Se uma palavra aparece com
relativa frequência em um texto, ela certamente desempenha um papel importante na
compreensão do todo. Se uma palavra aparece apenas uma vez, muito provavelmente não
precisaremos nos preocupar com ela.
O maior problema é que tal enfoque é encarado de forma suspeita pela maioria dos alunos. Como
é possível, ignorar uma palavra desconhecida e continuar lendo como se nada houvesse
acontecido? O que estamos propondo não é nada absurdo. Qual foi a última vez em que consultou
umdicionário? Toda vez que encontramos uma palavra desconhecida vamos em busca do
dicionário? Muito provavelmente não. O que acontece é que, como a nossa familiaridade com o
português é grande, na hipótese de depararmo-nos com uma palavra desconhecida, o seu sentido,
dado o contexto que a cerca, será facilmente deduzido. Isto tudo praticamente sem mesmo nos
darmos conta do ocorrido. A não ser que nos proponhamos a tarefa de parar a cada vez que
encontrarmos uma palavra desconhecida, a nossa leitura se dá com frequência sem interrupções.
As palavras desconhecidas são intuídas, quase que subconscientemente, e passam a integrar o
nosso vocabulário. Considerando-se que o vocabulário de um adulto consiste de aproximadamente
50.000 palavras, é ridículo imaginar que tal conhecimento tenha sido adquirido através de 50.000
visitas ao dicionário. Este vocabulário foi adquirido, em um processo iniciado em nossa infância, de
forma contínua e através da observação do nosso ambiente, observando outras pessoas falarem,
prestando atenção nas palavras utilizadas em determinadas situações e também através da
leitura.
A nossa estratégia para o domínio da língua inglesa para leitura é exatamente aquela utilizada há
milhares de anos, com excelentes resultados, pela raça humana. Aprendizado natural, seguindo
nossos instintos e pela interação com o ambiente que nos cerca.
Como vimos, as 250 palavras mais frequentes da língua inglesa, podem nos ajudar a dar um
impulso substancial em nosso aprendizado. Por esta razão, estamos incluindo nas páginas que se
seguem estas palavras organizadas de acordo com a frequência em que ocorrem. Não estão
organizadas alfabeticamente, mesmo porque não é nosso objetivo reproduzir aqui um dicionário.
Também não incluímos todos os significados possíveis das palavras apresentadas. Todas as
palavras são apresentadas em contexto, em exemplos de utilização. Não fornecemos a definição
da palavra. Para cada palavra são listados em média três exemplos de utilização, com a respectiva
tradução.
É muito importante ressaltar que estas 250 palavras não devem ser memorizadas de forma
alguma. O ser humano não funciona de forma semelhante ao computador, onde as informações
podem ser armazenadas de qualquer forma, e ainda assim estão disponíveis em milésimos de
segundos quando necessitamos. O ser humano, para reter alguma informação, precisa situá-la
dentro de um referencial de conhecimentos. A informação nova precisa se integrar à nossa visão
do mundo, à nossa experiência prévia. Apenas desta forma podemos esperar que o conhecimento
adquirido seja duradouro. A maioria de nós certamente já vivenciou situações em que dados
memorizados desapareceram de nossa memória quando não mais necessários. Ao contrário, tudo
que aprendemos ativamente, permanece presente em nossa memória de forma vívida por muitos
e muitos anos.
Embora esteja sendo fornecida uma lista de palavras, não adote de forma alguma o procedimento
padrão de memorização, que é a repetição intensiva dos itens a serem memorizados. É certo que
cada um de nós possui estratégias distintas para lidar com o aprendizado, mas eu gostaria de
sugerir uma forma de estudo que certamente funciona.
Primeiramente, não tenha pressa. Não memorize, procure entender os exemplos. Para cada
palavra apresentada, leia os exemplos e suas respectivas traduções. Não se preocupe em reter na
memória o formato exato das frases e nem de sua tradução. O objetivo é apenas compreender o
significado da palavra apresentada e apenas isto. Uma vez compreendido este significado o
objetivo foi alcançado.
Em segundo lugar, procure ler apenas enquanto estiver interessado. Não adianta nada ler as 250
palavras de uma vez e esquecer tudo dez minutos depois. Se nos forçarmos a executar uma
atividade monótona por muito tempo, depois de alguns momentos a nossa atenção se dispersa e
nada do que lemos é aproveitado. Eu sugiro a leitura de dez palavras diariamente. Caso você ache
que 10 palavras diárias é muito, não tem importância, este número é sua decisão. Se quiser ler
apenas uma palavra, o efeito é o mesmo. Irá demorar um pouco mais, mas chegar ao final é o que
importa. É só não esquecer, você deve LER as palavras e NUNCA tentar memorizar as palavras e
os exemplos.
E finalmente, faça revisão. No primeiro dia leia e entenda dez palavras (ou quantas julgar
conveniente). No segundo dia leia mais dez palavras e faça a revisão das dez palavras aprendidas
no dia anterior. No terceiro dia, aprenda mais dez palavras e revise as vinte palavras aprendidas
nos dias anteriores. E assim por diante até o último dia, onde aprenderá as últimas dez palavras e
revisará as 240 palavras anteriores. Muito importante, por revisão não quero dizer que se deve
fazer a leitura de todas as palavras e exemplos anteriores. As palavras mais frequentes estão
grafadas em tipo diferente e em negrito, para que possamos localizá-las facilmente na página.
Apenas examine as palavras anteriores em sua revisão. Caso não se recorde de seu significado,
então, e apenas então, leia os exemplos. A revisão é extremamente importante. Nós realmente
aprendemos quando revisamos conceitos aos quais já fomos expostos. Procedendo desta forma,
tenha certeza de que tudo o que aprendeu será absorvido de forma permanente, constituindo a
base fundamental de tudo que irá aprender em seus estudos da língua inglesa.
Caso a sua motivação seja realmente alta e você queira reler todos os exemplos já estudados, vá
em frente. Como você pode notar, os exemplos empregam um vocabulário bastante rico. A leitura
mais frequente dos exemplos fará com que ao final do estudo o seu vocabulário tenha se
enriquecido muito além das 250 palavras básicas.
Outro ponto importante é a questão do estudo da gramática. A gramática, ou o estudo da
estrutura da língua, é feito neste curso apenas para ajudar o aluno a identificar as construções
verbais. Não se exige aqui a memorização de estruturas gramaticais. O ensino é feito para ajudar
na leitura. Como já afirmado, o nosso aprendizado se dará de forma natural. Da mesma forma queuma criança não tem aulas de gramática para aprender sua língua materna, nós também não nos
preocuparemos com este aspecto em nosso estudo. A leitura dos exemplos das palavras mais
comuns irá lançar os fundamentos iniciais do conhecimento da estrutura da língua inglesa. No
transcorrer do curso serão abordados outros tópicos da estrutura da língua inglesa que nos
facilitarão a compreensão dos textos.
Resta agora esclarecer um ponto, que é a desculpa favorita de todo estudante nos dias de hoje: a
falta de tempo. Tempo certamente é fácil de se encontrar para fazer aquilo que nos dá prazer.
Para resolver o problema de tempo para este estudo, pense nesta atividade como algo prazeiroso
e que lhe trará benefícios enormes, tanto no campo pessoal como profissional. E além do mais, o
aprendizado e a revisão das palavras pode ser feito diariamente em não mais de quinze minutos.
Se levarmos em conta que os intervalos comerciais em programas de televisão geralmente duram
entre quatro a cinco minutos, todo o tempo necessário para este estudo pode ser encaixado nos
intervalos de sua novela favorita, certo?
Então, mãos a obra. Depois que você conhecer as 250 palavras mais comuns da língua inglesa
você poderá verificar como o aprendizado da leitura da língua inglesa se tornam muito mais fácil.
Foram incluídas aqui 750 palavras. Faça um esforço e tente conhecer a todas elas. A sua tarefa vai
ficar ainda mais fácil.

7 conselhos para recém-licenciados


Fica a conhecer 7 conselhos que profissionais experientes, especialistas na área do recrutamento e os recém-licenciados têm para dar àqueles que estão prestes a formar-se ou que acabaram de sair da faculdade


Se tivesses uma máquina do tempo, o que farias? Avançarias para ver como serão as coisas daqui a 10, 20, 30 anos ou voltarias no tempo para corrigir um erro? Profissionais experientes, especialistas de recrutamento e recém-licenciados completaram a frase "se eu soubesse disto antes, eu teria...". Destas respostas, pode-se tirar 7 lições valiosas para quem saiu da faculdade há pouco tempo.


1- Achar a profissão certa
“Se ao menos eu soubesse como é importante fazer o que se gosta. Não nos podemos deixar levar por outras influências. Tive que ser despedida para perceber que não se deve fazer algo pelo qual não se tem paixão. Hoje trabalho com orientação vocacional e aconselho sempre os meus alunos a encontrarem o emprego certo, algo que lhes permita fazer o que gostam de fazer.” – Elizabeth     Venturini,  orientadora vocacional.

2- Procurar um mentor
“Procura mentores ao longo da tua carreira, porque ninguém sabe tudo nesta vida. Se não tens ninguém para te ensinar as coisas, procura até encontrares um mentor.” Jennifer Maguire Coughlin, presidente da empresa de Relações Pública Jennifer Maguire Coughlin.

3- Perseguir os sonhos
“Não tens que pensar no emprego que dê mais dinheiro, mas naquele que te satisfaça. Se gostas de música, dança, teatro, é preferível que estudes o que gostas, em vez de pensar nas possíveis saídas profissionais. Fazer as coisas com amor e dedicação abre todas as portas. Corre atrás do teu sonho.” – Walter Meyer, autor do livro Rouding Third

4- Pensar a longo prazo
“Planeia a tua carreira com flexibilidade. Não penses apenas no que estás a fazer agora, ou que queres fazer a curto prazo. Faz as tuas escolhas tendo em conta a tua vida futura e pensa em como as tuas decisões te vão afetar, a ti e à tua futura família.” – Allison O’Kelly, diretor-executivo da Mom Corps

5- Usar o centro de carreiras da faculdade
“Se eu pudesse voltar no tempo, teria usado as oportunidades que a minha universidade oferece para arranjar emprego antes, e não no fim do meu percurso universitário.” – Eboné Smiley, estilista de jóias da Stella & Dot

6- Ter as contas em dia
“Quando acabei a universidade, vi-me com um monte de contas e dívidas para pagar. Embora me tenha esforçado bastante na faculdade, não fiz estágios nem tentei trabalhar. Resultado: formei-me com mais dívidas do que quando entrei. Poderia ter feito mais para não acabar os estudos tão endividado.” – Andrew Schrage, co-proprietário da Money Crashers Personal Finance.

7- Cultivar relações - networking
“Eu teria cultivado melhor as relações que tive na faculdade. O mundo do trabalho hoje baseia-se muito nas nossas relações e nos nossos conhecimentos, e as pessoas com quem estudas hoje comporão o mercado de trabalho daqui a 10 anos. Elas são importantes.” – Uva Coles, reitora de serviços de gestão de carreira na Faculdade de Perice, Filadélfia.

domingo, 16 de junho de 2013

abordagem,método e tecnica

Tradução [1]
Andreza J.  Meireles
Vânia M. Albuquerque Rodrigues
José Carlos Paes de Almeida Filho
Universidade de Brasília-UnB

Durante anos, professores de línguas adotaram, adaptaram, inventaram e desenvolveram uma desnorteadora variedade de termos para descrever as atividades nas quais eles se engajam e as crenças que possuem.  Sendo alguém envolvido com o ensino de inglês como língua estrangeira por quase vinte anos, às vezes me sinto sobrecarregado com a sobreposição de terminologias que permeiam essa área. Falamos e escrevemos sobre a abordagem áudio-oral e o método áudio-lingual; a abordagem da tradução; o método direto; o método de mímica e memorização (mim-mem); técnica de prática de padrões; método gramatical e até mesmo método natural ou “método da natureza” da pedagogia do ensino de línguas. Todavia, para o meu próprio trabalho, achei necessário e frutífero impor uma sistematização aos três termos no léxico do ensino de línguas. Talvez seja útil que os leitores da área de ensino/aprendizagem da língua inglesa (ELI) considerem essas três novas definições.
Pode se constituir num empreendimento vantajoso tentar limitar o uso de alguns termos quando nos referimos profissionalmente a conceitos ligados ao ensino de línguas. Assim, se ao discordarmos sobre formas de ensinar línguas pudermos nos referir a um quadro sobre o qual temos concordância, e focarmos claramente as distinções entre pontos de vista poderemos, então, ser capazes de determinar em quais áreas os defensores de vários sistemas de ensino de línguas empregam os mesmos termos diferentemente e onde nós usamos uma terminologia diferenciada em situações que são essencialmente as mesmas. Nós poderemos também descobrir que  professores de línguas não os diferenciam tanto quanto até agora se supôs.  Conseqüentemente, as definições abaixo são apresentadas como um sistema de complemento pedagógico dentro do qual, muitas idéias, opostas ou compatíveis, poderão ser guardadas.
A tríade de termos que estou tentando reposicionar no esquema de definições é composto de abordagem, método e técnica. A organização é hierárquica. A razão para esta organização é que as técnicas executam um método que é consistente com umaabordagem. As definições são oferecidas com alguma modéstia – existem muitos caminhos para o Nirvana, e esta certamente não é a única rota. Nem todos os aspectos do ensino de línguas foram mencionados nesta estrutura. É bem possível que modificações e melhorias sejam ainda bem-vindas mais adiante.
Primeiramente, vamos tomar o termo abordagem. Vejo uma abordagem, qualquer abordagem, como um conjunto de pressupostos correlacionados tratando da natureza da língua e da natureza do ensino e do aprendizado de línguas.  Tal abordagem é axiomática e descreve a natureza do assunto a ser ensinado. Ela afirma um ponto de vista, uma filosofia, uma fé – algo no qual alguém acredita, mas que não necessariamente pode provar. Freqüentemente ela é indiscutível, exceto quanto à eficácia dos métodos que surgem dela.
Deixem-me ilustrar citando pontos essenciais da abordagem áudio-oral como eu a vejo. A intenção não é a de defender esses referentes detalhadamente agora, mas somente exemplificar o significado de abordagem. Segue aqui uma lista de pressupostos lingüísticos:
  1. Uma língua é humana, áudio-oral e simbolicamente significativa.
  2. Toda língua é estruturada de maneira única. Isto também pode ser colocado negativamente: duas línguas nunca serão estruturadas igualmente.
  3. A estrutura da língua pode ser descoberta e descrita útil e sistematicamente ainda que tais descrições possam se diferenciar em vários níveis e para vários propósitos.
Se a língua for aceita como áudio-oral, um corolário óbvio dessas suposições é o de que a escrita é uma manifestação secundária e fundamentalmente baseada na fala.  No entanto, preciso dizer imediatamente que esta não é necessariamente uma afirmação da importância relativa da fala e da escrita. Pode-se, certamente, argumentar que a escrita é geralmente mais deliberada e cuidadosa do que a fala, e sempre mais permanente do que a última, tornando-a, portanto, mais importante.
O segundo tipo de pressuposição – aqueles relacionados com o ensino/aprendizagem da língua – toma a forma de duas afirmações prioritárias; uma afirmação de procedimento, e uma de comparação, todas resultantes de pressupostos lingüísticos.
1. Manifestações primárias (os aspectos áudio-orais) devem ser ensinadas antes das secundárias (leitura e escrita). A compreensão da linguagem oral é ensinada mais eficientemente antes da produção oral, e é de fato o primeiro passo em direção à produção.
2.  As manifestações secundárias (os aspectos de leitura e escrita) devem ser ensinadas na ordem estabelecida, uma vez que os símbolos gráficos devem ser vistos antes de serem produzidos, assim a leitura, de certa forma, é realmente o primeiro passo para se aprender a escrever.
3. Outros usos da língua – terciários nesse esquema – tais como manifestações literárias e artísticas, pedagogicamente também seguem a ordem recepção/produção. Talvez seja questionado se alunos estrangeiros de inglês devam ser instruídos na produção de inglês literário.
4. Nossa suposição de procedimento afirma que (a) línguas são hábitos, (b) hábitos são estabelecidos por repetição, e (c) línguas devem ser ensinadas a partir de algum tipo de repetição. 
5. Uma suposição que não é sempre aceita, e sobre a qual há atualmente muita discussão, gira em torno da utilidade da comparação bilíngüe: conforme já dissemos, cada língua é estruturada de forma singular. Logo, é benéfico comparar a língua do aprendiz com a língua-alvo para isolar aqueles aspectos da língua-alvo que podem ser prognosticados, com certo grau de precisão, como causadores de problemas para o aprendiz.
Vamos então para nossa segunda definição – a de método.  O método é um plano global para a apresentação ordenada do material de linguagem. Nenhuma parte dele contradiz e ele se baseia na abordagem selecionada. A abordagem é axiomática, ométodo é procedimental.
Dentro de uma abordagem pode haver muitos métodos. Vários fatores influenciam a apresentação ordenada da língua aos alunos. A ordem será influenciada pela natureza da língua do aluno comparada ao inglês. Ensinar inglês a falantes de chinês é metodologicamente distinto. A idade do aluno, sua bagagem cultural e sua experiência prévia com o inglês modificam o método empregado.  A experiência do professor e seu nível de domínio da língua inglesa são significativos. Deve-se levar em conta se o objetivo do curso é a leitura, a fluência na fala ou a assimilação de técnicas de tradução. Todos esses fatores modelam a metodologia.  Importa também saber qual é a importância da língua inglesa no currículo do aluno e o tempo disponível para o seu estudo.
Conforme pudemos ver acima, os livros didáticos deveriam ser escritos dentro de certas demarcações metodológicas.
Talvez valha a pena comparar rapidamente dois métodos que partilham uma mesma abordagem. A abordagem, mais uma vez, é a áudio-oral. Os métodos são freqüentemente chamados de mim-mem (mímica e memorização) e de prática de padrões. Ambos compartilham o mesmo fator ‘objetivos’: visam à produção oral automática associada à habilidade de compreensão do fluxo do discurso. Cada um deles funciona melhor no formato de curso intensivo. Ambos são principalmente voltados a adultos e nenhum dele por si  mesmo pressupõe experiência prévia de aprendizagem. Contudo, a ordem de apresentação se diferencia.
O método mim-mem (ou seja, de mímica e memorização) começa com uma dada situação – talvez com cumprimentos, ou comida e refeições ou ainda como conseguir um quarto num hotel. O estudante deve imitar o falante nativo, real ou gravado, e se lembrar de um grande número de frases que sejam úteis à situação. Das frases memorizadas são retiradas certas estruturas, fonológicas e gramaticais, para que se tornem focos de ênfase e de exercícios de repetição (drills). A escolha dessas estruturas depende idealmente do resultado de descrição e análise bilíngües. Não há nada no método da mímica e memorização que contradiga os pressupostos que compõem a abordagem áudio-oral.
Por outro lado, o método da prática de padrões idealmente utiliza a comparação bilíngüe desde o princípio, começando com estruturas gramaticais e fonológicas escolhidas a partir dos resultados da comparação de pontos entre as duas línguas. Essas estruturas são repetidas e desenvolvidas numa situação através da adição de itens lexicais. Mais uma vez, não há nada aqui que contradiga a abordagem áudio-oral. Ambos os métodos têm sido utilizados com sucesso. Ambos se apóiam na mesma abordagem, apesar de cada um ostentar características distintivas.
O último termo a ser discutido é técnica. Uma técnica é algo que se implementa – é aquilo que de fato acontece na sala de aula. É um truque específico, um estratagema ou um artifício utilizado para se atingir um objetivo imediato. As técnicas devem ser consistentes com um método e, por conseguinte, estar em harmonia com uma abordagem.
As técnicas dependem do professor, da sua perícia individual e da composição da turma. Problemas específicos podem ser atacados com o mesmo sucesso mediante o uso de técnicas distintas. Por exemplo, ao ensinar a diferença na pronúncia do /l/ e do /r/ do inglês a alguns alunos orientais, os professores às vezes conseguem bons resultados ao pedir simplesmente imitação. Se a imitação falhar, uma outra técnica requererá o uso de um lápis na boca para evitar que a língua do aprendiz toque a parte da frente do céu da boca, inibindo, assim, a pronúncia do /l/. Um outro professor, ou até o mesmo professor em outro momento, pode recorrer a um desenho ou quadro ilustrativo do aparelho fonador humano.
Quando visitantes observam uma aula, o que eles predominantemente vêem são técnicas. Os professores quase sempre não se sentem à vontade na presença de observadores, temendo uma má interpretação de suas aulas. Na minha visão, isto se origina de uma confusão entre técnicas e método. A eficácia de uma técnica em particular deve ser considerada em relação a um método. Uma técnica específica pode ser utilizada erroneamente no andamento de um curso por estar fora da ordem exigida pelo método. Mais adiante no andamento da aula, ela poderá se mostrar totalmente acertada.
Gravadores e toca-fitas de laboratório são técnicas. As máquinas de ensino/aprendizagem recentemente tornadas populares são técnicas. O circuito fechado de tevê do Instituto de Língua Inglesa da Universidade de Michigan é uma técnica. E até mesmo o avião que vagarosamente sobrevoa em círculos o meio-oeste estadunidense transmitindo sinais de tevê educativa é, por essa classificação, uma técnica quadrimotor.
Recentemente as máquinas têm recebido muita atenção. Muitas alegações têm sido feitas a favor de sua eficácia no ensino de línguas.  De fato, elas são de grande valia, mas seu valor depende do método e da abordagem. O fator operante no uso dos laboratórios de línguas não se deve ao número de cabines nem à modernidade dos equipamentos eletrônicos, mas 
sim
 ao tipo de abordagem adotado e ao método que o equipamento executa. Uma máquina de ensino/aprendizagem, por mais complexa que seja, é uma técnica. Os princípios de incremento gradual de fatores de aprendizagem estão na esfera da abordagem e o programa em si desenvolvido num curso descreve o método.

Espera-se que os três termos aqui focalizados, isto é, técnica, método e abordagem, redefinidos e empregados de acordo com as noções ampliadas descritas acima, sirvam para diminuir um pouco a confusão terminológica existente na área de ensino de línguas. Comentários e críticas relativas ao uso dos referidos termos serão bem recebidos por este autor.

Edward M. Anthony foi chefe do Departamento de Linguística Geral e diretor do Instituto de Língua Inglesa da Universidade de Pittsburgh na costa leste dos Estados Unidos.  Ele escrevia a partir de uma bagagem rica de experiências como professor consultor e gestor de vários programas e organismos voltados para o ensino de inglês como segunda língua ou língua estrangeira nos Estados Unidos da América e em outros países. O Dr Anthony esteve, por duas décadas, atrelado ao desenvolvimento de programas de língua inglesa na Tailândia, Afeganistão e Japão.  No início da década de 70, o Prof. Anthony serviu como coordenador do Projeto para a Melhoria do Ensino de Inglês nas universidades tailandesas.  O Professor Anthony desempenhou papel de protagonismo no movimento TESOL (Teachers of English to Speakers of Other Languages - Professores de Inglês a Falantes de Outras Línguas), que ele fundou oficialmente em 1966.



[1] Nota da tradução: Este artigo seminal foi originalmente publicado por Edward M. Anthony na revista English Language Teaching (ELT), vol. 17 (p. 63-67), 1963.  Mantivemos os grifos originalmente feitos pelo autor assim como a organização do texto. Permissão para publicação concedida por Journals Permissions/Oxford Journals através da ordem < Ref:/FP/260501/Filho/ELT Ref:/MI/230501/Filho/Jur> obtida em 01/06/2010.
[3] Note-se que nenhuma afirmação é feita a respeito do tamanho da porção da língua falada que deve ser apresentada antes que a produção oral comece.
[4] Ordem estabelecida pelo autor no documento original.
[5] Comentário inserido pela equipe de tradutores.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Alfabeto Fonético

Alfabeto Fonético

Pouco estudado na escola, mas sempre presente, mesmo que, muitas vezes, não seja percebido e, até mesmo, entendido em um primeiro momento, o alfabeto fonético é visto como de suma importância para linguistas, tradutores, fonoaudiólogos e professores de idiomas estrangeiros. Mas, o que é alfabeto fonético?  Ele é um sistema de símbolos que tem o objetivo de representar foneticamente as palavras escritas em qualquer idioma.
Em outras palavras, é possível dizer que o alfabeto fonético é um código usado internacionalmente com o intuito de saber a pronúncia correta das palavras. Existem três diferentes alfabetos fonéticos atualmente, são eles o alfabeto fonético internacional, o radiotelefônico e o da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Diferença entre o alfabeto fonético e o de soletração

Enquanto o alfabeto radiofônico é um alfabeto de soletração, o qual define para cada palavra uma palavra-chave que vai auxiliar na hora de enviar uma mensagem de voz, por rádio ou telefone, e o alfabeto fonético da OTAN é o mais utilizado nesta modalidade, o internacional é, entre os alfabetos fonéticos, o que permite a qualquer pessoa entender e reproduzir qualquer língua. Para entender melhor a aplicação e o que é alfabeto fonético, basta recordar das letras que ficam entre colchetes ao lado de uma palavra no dicionário, principalmente, nos de língua estrangeira.
Apesar de nem sempre as pessoas saberem o porquê de existir esse conjunto de símbolos nos dicionários, que nem sempre é formado apenas por letras do alfabeto português, essa expressão vai ajudar para que a pessoa saiba falar a palavra que está escrita. Quem não conhece o significado dos símbolos não precisa se preocupar, pois um índice no início do dicionário costuma mostrar a que letra se refere cada símbolo. Além disso, alguns desses símbolos servem também para que a pessoa saiba qual a sílaba tônica, ou seja, para entender a entonação da palavra e, assim, poder falá-la de maneira correta.
Já os alfabetos radiotelefônicos ou de soletração, sendo que o da OTAN é o mais disseminado, que usam palavras chaves para cada letra, como alpha para A, bravo para B, são geralmente confundidos com o alfabeto fonético internacional. De qualquer forma, também são muito utilizados para facilitar a comunicação, evitando possíveis erros quando as mensagens são enviadas apenas de maneira falada. O primeiro alfabeto de soletração foi criado pela Organização de Aviação Civil Internacional.

História do alfabeto fonético

Por mais que no início pareça muito difícil tudo isso, um pouco de estudo já é o suficiente para facilitar em muito o uso desta ferramenta, permitindo o entendimento sobre o que é alfabeto fonético. Esse sistema é bastante antigo, sendo que a sua criação data do ano de 1886, quando o linguista francês Paul Passy liderou um conjunto de professores da França e da Inglaterra, que formou a Associação Fonética Internacional.
Muitas mudanças ocorreram de lá para cá e hoje, diferente do que ocorreu nos primeiros anos após a criação do alfabeto fonético internacional, existe uma uniformização em todos os idiomas, que foi criada em 1888. Depois disso, ocorreram algumas revisões, acrescentando ou eliminando símbolos, sempre com o intuito de facilitar o seu uso. A última revisão ocorreu em 2005.

Como se constitui o alfabeto fonético

Para representar as letras, a maioria dos símbolos se refere ao alfabeto romano ou de uma língua derivada dele. Porém, existem símbolos que se referem ao alfabeto grego e outras que não pertencem a nenhum alfabeto. Atualmente, o alfabeto fonético internacional conta com 107 letras e símbolos para indicar como a palavra deve ser pronunciada. Além de profissionais que trabalham diretamente com a questão linguística, atores e cantores também podem se valer do alfabeto fonético, assim como qualquer pessoa com interesse na área.

by: alfabeto fonêtico

Alfabeto Fonético Brasileiro

Alfabeto Fonético Brasileiro

O alfabeto fonético é um sistema de letras, algumas não existentes na Língua Portuguesa, assemelhando-se mais a sinais para os brasileiros, que facilita a leitura de uma palavra em qualquer idioma. Existe apenas um alfabeto fonético no mundo inteiro, que foi definido e de tempos em tempos é revisado pela Associação Fonética Internacional – AFI. Desta forma, não foi criado um alfabeto fonético da Língua Portuguesa.
Nos dicionários de língua estrangeira, após a palavra estar escrita em português, aparece entre colchetes a sua forma fonética, ou seja, como ela é falada na Língua Portuguesa, sendo utilizado, para tanto, o alfabeto fonético internacional. O mesmo acontece com todos os outros idiomas, assim, depois de entender qual é o som referente a cada letra do alfabeto fonético internacional, qualquer pessoa poderá pronunciar uma palavra em outro idioma.
Em outras palavras, o alfabeto fonético nacional é o usado também em qualquer outra parte do mundo, uma vez que, o que se pretende com isso, é padronizar o alfabeto fonético para que se possa utilizá-lo em qualquer país. Nele, existem muitas letras que também estão presentes na Língua Portuguesa, assim, quem deseja aprendê-lo precisa apenas saber como se pronuncia o som de letras que não são comuns para os brasileiros. Nas primeiras páginas dos dicionários de língua estrangeira é comum aparecer um índice no qual a pessoa possa se basear na hora de falar cada sílaba, pois desta forma, ela saberá a maneira que se pronuncia cada letra, não apenas o seu som, mas a forma correta, como entonação também.

Alfabeto de soletração ou radiotelefônico usado no Brasil

Além do alfabeto fonético, existe o alfabeto radiotelefônico ou de soletração. Para esse sim, existe um padrão brasileiro. No entanto, muitas pessoas o chamam de alfabeto fonético nacional, apesar de não ser a forma correta de denominá-lo.
Apesar dele se basear no alfabeto fonético da OTAN, que é o alfabeto de soletração mais usado em todos os lugares, o alfabeto fonético da Língua Portuguesa é uma maneira “aportuguesa” que se criou para utilizar o alfabeto fonético da OTAN. Esse alfabeto pode ser usado por qualquer pessoa que deseja ter uma comunicação com mais sucesso ao usar o telefone ou o rádio para transmitir mensagens, pois cada letra possui uma palavra que a define. Assim, ao invés da pessoa dizer a letra, o transmissor fala a palavra, sendo que essa técnica evita que se façam trocas ou confusões no momento de transmitir uma mensagem.
No entanto, quem costuma fazer uso do alfabeto de soletração é a aeronáutica, a marinha e o exercito dos países. No Brasil, por exemplo, o alfabeto radiotelefônico é informalmente chamado de "alfabeto Zulu" na aeronáutica brasileira. Isso, provavelmente, se deve ao fato de que a última letra do alfabeto fonético da OTAN, no qual se baseia o brasileiro, é o Z, que  é definido pela palavra Zulu.

Palavras referentes às letras do alfabeto de soletração

Assim, atualmente, as palavras que se referem a cada letra do alfabeto radiotelefônico da Língua Portuguesa são as seguintes: A = Alfa, B = Bravo, C = Charlie, D = Delta, E = Echo, F = Foxtrot, G = Golf, H = Hotel, I = Índia, J = Juliett, K = Kilo, L = Lima, M = Mike, N = November, O = Oscar, P = Papa, Q = Quebec, R = Romeo, S = Sierra, T = Tango, U = Uniform, V = Victor, W = Whisky, X = X-ray, Y = Yankee e Z = Zulu.

Palavras referentes aos números do alfabeto radiotelefônico

O alfabeto de soletração também possui uma parte destinada aos números, que segue a mesma lógica. Assim, a forma como se soletra cada número é a seguinte: 0 = zero, 1 = uno (uma), 2 = dois (duas), 3 = três, 4 = quatro, 5 = cinco, 6 = meia, 7 = sete, 8 = oito e 9 = nove.
Por não ser, ainda, um assunto de domínio público, é comum encontrar, principalmente, na Internet sites que fazem confusão entre o alfabeto fonético e o alfabeto radiotelefônico ou o de soletração. No entanto, ambos possuem objetivos semelhantes, que são os de facilitar a comunicação e diminuir possíveis erros na troca de informações.

by: alfabeto fonêtico